Os benefícios da prática musical para o nosso cérebro

Sabemos que as experiências musicais engajam diversas redes neurais, ativando o cérebro de forma bastante abrangente.

Para compreender de uma maneira simples como isso funciona, recomendo a animação feita por Anita Collins para o TED-Ed: “How playing an instrument benefits your brain” (clique para assistir) .

Em menos de 5 minutos, ela consegue ilustrar em uma linguagem clara e descomplicada alguns conceitos importantes da neurociência da música. O vídeo está em inglês, com legendas disponíveis em português (caso a tradução não apareça automaticamente, você pode ativar a exibição da legenda clicando no primeiro ícone do canto inferior direito do vídeo).

 

 

Semana do Musicoterapeuta

No dia 15 de Setembro é comemorado no Brasil o dia nacional do Musicoterapeuta.

Em São Paulo, esta data está sendo homenageada com a realização da XV Semana de Musicoterapia, o XV Fórum Paulista de Musicoterapia e a II Jornada Científica de Musicoterapia. Esses eventos, que começaram hoje e vão até sexta-feira no Campus Santo Amaro da FMU, são gratuitos e abertos ao público.

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Musicoterapia em UTI Neonatal

Estudos feitos pela Universidade Federal de Goiás tem mostrado que intervenções musicoterapêuticas podem contribuir para a recuperação de pacientes internados em Unidades de Tratamento Intensivo Neonatal.

Resultados preliminares indicam que mães e bebês podem ser beneficiados, com melhora dos parâmetros cardíacos e diminuição dos níveis de ansiedade.

Clique aqui para ler a reportagem no OHoje.com

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A música nunca parou

Estréia este mês no circuito de cinemas brasileiros “A música nunca parou”, filme baseado no ensaio “O último Hippie” de Oliver Sacks (publicado em seu livro “Um antropólogo em Marte”).

O longametragem é de 2011, foi selecionado para a premiere de gala no Festival Sundance de cinema, mas só agora está chegando às telonas do Brasil.

Segundo o próprio Oliver Sacks, “O filme é um testemunho comovente, não só do amor entre um pai e seu filho, mas do poder miraculoso da música de curar um cérebro danificado. O ato de lembrar de uma música, ouvi-la ou tocá-la, é totalmente feito no presente, e, enquanto dura, ele pode até mesmo preencher o abismo da amnésia extrema ou da demência. A música pode ser mais poderosa do que qualquer droga.”

O personagem do filme, Gabriel Sawyer, é baseado na história de um paciente que o Dr.Sacks começou a acompanhar no final da década de 70, a quem conhecemos no livro por Greg F. Ele é um rapaz que, com uma amnésia causada por um tumor cerebral, não consegue mais armazenar novos eventos em sua memória. Sua memória musical, no entanto, permaneceu intacta, principalmente de suas bandas preferidas dos anos 60, como Bob Dylan, Grateful Dead, Beatles, Rolling Stones, entre outros. Ao examinar Greg, Dr.Sacks notou que, por ele não poder mais se lembrar de eventos contemporâneos, ele parecia ter-se estacionado à década de 60.

Greg recebeu assistência de vários terapeutas, entre eles uma musicoterapeuta, que o ajudou a ampliar seu repertório, aprender novas músicas e usar jingles para auxiliar na sua orientação temporal e espacial. A música conseguia organizar e ritmar seus pensamentos e despertar partes de sua memória adormecidas.

Assistam ao trailer legendado do filme, que está sendo aguardado ansiosamente pela comunidade musicoterapeuta e por todos os amantes de música.

Médicos enxergam resultado de musicoterapia no apoio emocional e combate à dor

Em reportagem exibida neste domingo pelo Fantástico, pudemos acompanhar depoimentos de musicoterapeutas, médicos, familiares e pacientes do Hospital da Criança de Brasília, mostrando o poder curativo da música. Nela são exemplificados os benefícios que a musicoterapia pode trazer, como: dar suporte emocional ao paciente em tratamento de câncer, estimular a comunicação e expressão dos autistas, trabalhar estruturas cognitivas em crianças com dificuldades de aprendizagem ou deficit de atenção, ajudar no controle da dor, combater doenças psicossomáticas através do relaxamento, etc. Assista aqui à reportagem

Alive Inside

Está sendo lançado este mês nos Estados Unidos ‘Alive Inside: A Story of Music and Memory’, um documentário de Michael Rossato-Bennett, que conta com a colaboração de nomes como Oliver Sacks (neurologista, músico, conhecido por livros com histórias comoventes de seus pacientes, e pelo filme Tempo de Despertar, com Robert De Niro); Bill Thomas (gerontólogo, músico, idealista da reformulação dos moldes de instituições de longa permanência); e Concetta Tomaino (pioneira da Musicoterapia americana, co-fundadora do Institute for Music and Neurologic Function).

Os idealizadores do filme lembram que Alzheimer e demência são uma realidade para uma população crescente e muitas vezes invisível, e que – apesar de bem intencionados – muitos lares não estão equipados para satisfazer plenamente as necessidades destes moradores. ‘Alive Inside’ investiga o poder que a música tem de acessar memórias profundamente guardadas, ao mesmo tempo que busca respostas para perguntas como “de que modo eu gostaria de envelhecer?”, “o que podemos fazer por nossos entes queridos?”, “podemos fazer melhor?”. 

Dan Cohen é um assistente social, que decide por um capricho levar iPods para um lar de idosos. Para sua surpresa e de toda a equipe, muitos moradores que sofrem de perda de memória severa parecem “despertar” ao ouvirem músicas de seu passado. Entusiasmado, Dan busca Oliver Sacks, e podemos então acompanhar suas investigações para desvendar os mistérios de como a música funciona em nossos cérebros e nossas vidas.

Veja abaixo um trecho do filme (infelizmente ainda sem legenda em português), que mostra depoimentos e reações que encantam a leigos e musicoterapeutas – mesmo estes estando acostumados a observar estas vivências no dia-a-dia de trabalho, há décadas constatando e pesquisando estas reações no mundo todo.
A intenção dos criadores é sensibilizar os sistemas de saúde e a população em geral, para estimular uma ampla adoção de programas personalizados de música em casas de repouso e atendimentos de home care, por serem intervenções de baixo custo e de fácil acesso.
Esperamos que as pessoas se inspirem e que se crie uma demanda popular para este tipo de tratamento, ampliando este espaço para a musicoterapia em processos mais estruturados (com sessões propriamente ditas) nos quais o musicoterapeuta trabalha junto desses pacientes e familiares que sofrem com doenças que afetam a memória e a identidade. 

Como os próprios realizadores do projeto colocam, ‘Alive Inside’ é um dos filmes que se concentram em histórias simples, mas que ecoam em histórias maiores e levantam questões sobre como nós, como sociedade, cuidamos dos idosos e aflitos. O filme questiona “o que significa estar vivo por dentro?”, “quando deixamos de ser humanos?”, “o que é preciso para resgatar uma vida que se esvaiu?”.